
Combater o racismo e promover o respeito e a igualdade por meio de ações esportivas e culturais. Esse é o objetivo da campanha “Chutando o Preconceito”, lançada pela Central Única das Favelas do RS (CUFA) e pelo jogador Paulo César Tinga no dia 24 de março, no Shopping Total. Única instituição de ensino a participar do evento, o Colégio Farroupilha foi representado pelos alunos da 8ª série do Ensino Fundamental da Unidade Correia Lima, acompanhados pela orientadora educacional, Lisiane Rocha, e pelo professor Eduardo Soares. O árbitro de futebol Márcio Chagas e personalidades culturais e esportivas acompanharam o lançamento da campanha. “O Farroupilha dá um exemplo de responsabilidade social e de luta contra o preconceito ao proporcionar uma educação de qualidade às famílias que, sem a concessão de bolsas integrais, não teriam condições de oferecer essa oportunidade aos seus filhos”, disse Márcio Chagas.
Evitar as mais variadas formas de preconceito, na avaliação dos alunos, é fundamental para o amadurecimento e crescimento da sociedade. “Queremos conscientizar as pessoas do quanto é importante incentivar a reflexão de temas como esse”, disse o estudante Leonardo. Para o jogador Tinga, vítima de atos racistas durante uma partida de futebol, o assunto deve ser debatido primeiramente em casa. “Como representantes da base familiar, os pais e os responsáveis têm a obrigação de educar os seus filhos nesse sentido. Compete à escola promover formas de discussão, mas nossas crianças já devem ter discutido o assunto e ter recebido orientações dos pais e responsáveis”, advertiu o jogador em resposta ao questionamento feito pela aluna Amanda, que abriu a rodada de perguntas do debate.
Pai de aluno, Alexandre Marques, concorda com o atleta. “É inadmissível que em uma sociedade contemporânea como a nossa ainda tenhamos que enfrentar um problema tão grave e tão comum como o preconceito”, avaliou o funcionário público. Durante o lançamento da campanha, atletas do Grêmio e do Internacional, ex-jogadores e autoridades foram convidados a marcarem um gol contra a discriminação. A atitude simbolizou o marco de um ponto cada vez que a sociedade afasta e elimina atitudes preconceituosas do cotidiano.