Você já pensou nas dificuldades que um cadeirante passa, diariamente, nas ruas? Foi pensando em conscientizar a população sobre o problema que os estudantes da 7ª e 8ª séries da Unidade Correia Lima foram ao Centro de Porto Alegre para realizar a ação “Cadeirante por um dia”, que integra o Movimento #daescolapravida. Em parceria com a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD/RS), que cedeu duas cadeiras de rodas, os alunos montaram um pequeno circuito na Praça da Alfândega com buracos, lixo e desníveis na calçada, e distribuíram um folder com dicas de como ajudar um cadeirante.
Na ação, as pessoas foram motivadas a sentarem-se em uma cadeira de rodas e fazerem o percurso, para sentir na pele as dificuldades de um cadeirante. A primeira voluntária foi a estudante universitária Fabiana. “A cidade realmente não está preparada, não tem acessibilidade, foi muito difícil”, relatou. Para a auxiliar administrativa Aline, o percurso, apesar de durar pouco mais de um minuto, foi cansativo. “Nunca havia imaginado como um cadeirante se sentia”, resumiu a experiência.
A ideia da ação foi a mais votada durante o workshop realizado na Unidade Correia Lima no mês de outubro. “Começamos discutindo sobre carros, calçadas, pedestres, motoristas, ciclovia e ciclistas. Chegamos à conclusão de que seria bom criar uma cadeirovia”, contou Luã, da CL8. A experiência serviu para que os alunos percebessem como as pessoas lidam com o assunto. “Muitas não aceitam os cadeirantes como pessoas normais”, disse Richard, da CL7. “As pessoas continuavam sem mexer no celular, sem nos olhar. Elas, infelizmente, não se importam com a nossa cidade e como se sentem os cadeirantes. Se com os poucos obstáculos que colocamos já foi difícil, imagina durante todo o dia, quando se lida com outros pedestres e ladeiras?”, questiona Leonardo, da turma CL7.