
Educadores que fazem a diferença em sala de aula compartilham experiências na última edição do ano da revista Farroupilha. A partir do encontro “Inteligência Coletiva: como professores de escolas públicas e privadas estão se preparando para os desafios da sala de aula do século XXI?”, realizado em novembro pelo Colégio, em parceria com a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, a publicação demonstra, através de depoimentos de especialistas de diversas regiões do país, que a cada dia surgem novas definições da profissão e da compreensão de sua prática.
Em 54 páginas, a revista relata formas de como os professores inquietos tornam-se agentes da transformação ao descobrirem novas maneiras de articular aprendizagens, de provocar mudanças que contribuam para o desenvolvimento de habilidade cognitivas, sociais, emocionais e éticas tanto dos alunos quanto dos próprios educadores, que a cada dia aprendem novas lições com essa convivência enriquecedora.
Doutor em Educação pela Universidade da Califórnia, o palestrante e professor Luciano Meira fala sobre os benefícios da criação de ambientes “gamificados” de aprendizagem na matéria da página 12. O ato de brincar através dos games, conforme o especialista, pode proporcionar, além do prazer, a habilidade de ousar, a autoconfiança, a oportunidade de interagir com os outros e a construção de modelos mentais que auxiliam significativamente no aprendizado e tornam a atividade pedagógica prazerosa tanto para o educando quanto para o educador. “A escola é um empreendimento, com metas e planos a serem conquistados. Os professores devem tratar a sala de aula como startups e os alunos como colaboradores”, aconselha Meira.
A distância que existe entre a formação de professores recebida na academia e a realidade apresentada pela maioria das escolas é abordada na matéria especial. A tarefa de motivar os universitários para o exercício da docência, na avaliação da professora titular da Universidade de São Paulo e pesquisadora da área de formação de professores, Marli André, exige que o professor formador mobilize diferentes saberes, recorra a diferentes estratégias didáticas, reveja suas crenças e os seus princípios e repense o seu papel de formador. “Faltam ações de âmbito institucional, projetos pedagógicos que não sejam mera formalidade e que incorporem as novas demandas como, por exemplo, o ‘novo aluno’ e a escola básica em crise”, argumenta a docente do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Acesse aqui a edição de novembro/dezembro da revista Farroupilha.