Doutor em Educação pela Universidade da Califórnia, o professor e palestrante Luciano Meira acredita que a escola contemporânea deve ser criadora de cenários imersivos de uma aprendizagem lúdica, engajadora e que promova a curiosidade dos educandos. “A gente precisa de uma escola que possa dialogar com a juventude. Ela deve estabelecer vínculos com os alunos, ter uma estrutura e arquitetura que favoreçam ao diálogo, promover a distribuição da autoria e a interlocução com a cultura porque uma escola que pensa que sua função é somente a de transmitir conhecimentos está fadada à falência. A missão da escola não é ensinar, mas criar ambientes imersivos de aprendizagem”, enfatizou o mestre em Psicologia Cognitiva, durante o encontro Inteligência Coletiva: como os professores de escolas públicas e privadas estão se preparando para os desafios da sala de aula do Século XXI?”, realizado no Auditório do Farroupilha, na manhã de 09 de novembro.
De acordo com Luciano, a escola deve colocar a brincadeira no centro do desenvolvimento das crianças e dos jovens. Uma das formas de se priorizar a ludicidade na prática docente, conforme Luciano, é usar os jogos digitais durante as atividades, pois eles trazem grande impacto na aprendizagem de conteúdos específicos. “A escola é um empreendimento, com metas e planos a serem conquistados. Os professores devem tratar a sala de aula como startups e os alunos como colaboradores”, destacou. A didática da escola, para Luciano, deve ser como a mecânica dos jogos, onde os alunos aprendem a fazer as coisas usando a imaginação. “A matriz curricular deveria ser a narrativa; as séries e disciplinas, jornadas; as aulas, missões; as tarefas, desafios; e o objetos de ensino deveriam ser os objetos de aprendizagem”, concluiu.