Jovens que atuam como protagonistas da história, enfrentando os desafios da sociedade com soluções pessoais e coletivas definidas a partir de critérios e princípios éticos. Essa perspectiva inovadora da educação, lembrada nas práticas pedagógicas do Colégio Farroupilha, é tema da edição de Julho/Agosto da Revista Farroupilha. “A educação que defendemos tem a vida como centro de discussão do currículo e coloca os nossos jovens como agentes de transformação da história. Buscamos orientar e motivar os estudantes para enfrentarem os desafios de hoje e do futuro, a posicionarem-se, a elaborarem projetos pessoais e a participarem enunciativa e cooperativamente de projetos coletivos a partir de critérios e princípios éticos que contribuem para a formação de alunos-empreendedores, responsáveis e criativos”, destaca no editorial Fernando Carlos Becker, presidente da Associação Beneficente e Educacional de 1858, mantenedora do Colégio Farroupilha.
Especialistas de renome no cenário internacional, como o fundador da escola da Ponte, em Portugal, José Pacheco, e as educadoras Rosely Sayão e Andrea Ramal falam sobre a importância das escolas quebrarem paradigmas e proporcionarem experiências de aprendizado que contribuam para a formação de alunos comprometidos com a resolução de problemas que atingem a sociedade como um todo. “As escolas têm uma responsabilidade muito grande na formação da cidadania, em discutir assuntos que estão em pauta na sociedade, em contribuir para a formação moral e ética de alunos-cidadãos”, alerta a especialista Rosely Sayão ao lembrar que este é um dos principais desafios contemporâneos da escola.
O olhar transformador sobre a sociedade passa pelo desenvolvimento de práticas que oportunizam a troca de experiências e reforçam valores, como honestidade, dignidade e lealdade. “Vivemos em uma sociedade de muita mudança, de verdades provisórias, na qual as coisas não são 100% certo ou 100% errado. Daí a necessidade de incentivarmos sempre o diálogo entre os jovens, de mostrar a eles que precisamos aprender a aprender a todo o instante e que é fundamental construir coletivamente essa mudança de vida da sociedade”, afirma o professor de Filosofia e Sociologia, Clândio Cerezer. A prática mencionada pelo docente é defendida pela mãe de alunas, Sheila Patulé. “Nossos filhos têm insights, novas percepções, novos pontos de vista quando realizam atividades colaborativas. Elas enriquecem o aprendizado e ajudam a formar e a criar uma consciência de que cada um tem que fazer a sua parte na sociedade”, ressalta a analista de sistemas.
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