
Estilos musicais consagrados em várias regiões brasileiras, como xote, forró e baião puderam ser conferidos na quadra poliesportiva e no palco da Festa Junina do Colégio Farroupilha. Em 18 apresentações, o público conferiu uma diversidade de ritmos que marcam a nossa brasilidade. “Procuramos resgatar os costumes e as tradições do nosso país. Através da dança e do canto, nossos alunos desenvolvem a coordenação motora ampla, a atenção e também a criatividade quando nos ajudam a elaborar as coreografias”, analisou a professora de Música, Giane Ramos.
A Marcha Polonaise, dança originária da Polônia, uniu as turmas do 4º ano do Ensino Fundamental da Sede e da Unidade Correia Lima na quadra poliesportiva. A apresentação contou com a participação especial de pais e mães. “Minha filha me disse que só me contaria a surpresa que tinha reservado para mim durante a festa. Adorei a experiência”, revelou o dentista Sérgio, pai de Gabrielli. Essa foi a primeira vez que o médico Marcelo acompanhou a filha Luana em uma dança. “Achei muito bacana ter participado ao lado dela”, comentou ao pedir que a estudante se posicionasse para uma fotografia.
Sobre a Marcha Polonaise
Essa dança de conjunto teria se originado de uma marcha triunfal de antigos guerreiros poloneses, após o ano de 1675. Tem o objetivo de aquecer os bailarinos para o baile. Nas áreas de colonização italiana e alemã, no Rio Grande do Sul, a Polonasie continua sendo a dança solene de abertura de bailes ou ponto culminante de muitas festividades. É dançada em ritmo de marchinha. A polonésia era dançada apenas por homens, porém com o passar do tempo foi permitido pares mistos.
Casamento Caipira
Uma das mais divertidas tradições das festas juninas é o casamento caipira. A encenação do Grupo de Teatro do Farroupilha “Tomara que Caia”, formado por alunos dos Anos Finais e do Ensino Médio, fez uma sátira aos casamentos tradicionais. A noiva, nesse caso, era uma menina muito, muito feia. As convidadas desfilaram vestidos estampados e cheios de babados para exibir bastante volume. A maquiagem foi exagerada, com bochechas rosadas e batom forte; o cabelo, penteado com o tradicional rabo de cavalo, maria-chiquinha ou trancinhas. Os rapazes vestiram-se com camisa xadrez, lenço no pescoço e calça comprida remendada com retalhos de pano colorido. As roupas típicas estão relacionadas ao modo de se vestir dos habitantes da zona rural de décadas atrás.
A apresentação do casamento na roça foi muito engraçada, pois o noivo tentou fugir do altar quando se deparou, pela primeira vez, com a noiva no altar. A família da noiva contou com a ajuda o apoio do delegado da cidade e do padre para que o casamento fosse realizado.
As amigas melhoraram a imagem da noiva, maquiando-a. Repaginada, a noiva retornou ao altar e encantou o noivo que, prontamente, lhe disse sim e todos viveram felizes para sempre.
Veja as fotos da Festa Junina: