08/Mai/2013
Limites para se usar a Internet
Com a popularização das redes sociais, é cada vez maior o número de pessoas que têm acesso a esses canais de comunicação. Apesar de existir uma idade mínima para se criar um perfil – 13 anos –, muitas crianças conseguem burlar essa regra. Como os pais podem alertar os seus filhos dos perigos da Internet? Como controlar os sites que eles acessam? Estes foram alguns dos questionamentos abordados durante a palestra do Cuidar é Básico “Seu filho está seguro enquanto navega na Internet?”, realizada no dia 07 de maio com os pais dos Anos Iniciais do Colégio.
O analista de marketing do Farroupilha e mestre em Comunicação Social pela PUCRS, Diego Wander, trouxe dados do estudo “Segurança de Internet para Crianças e Família”, feito em sete países pela empresa de segurança Trend Micro. As crianças brasileiras são as que entram mais cedo nas redes sociais, com nove anos. Os pais, destaca a pesquisa, são permissivos, mas se preocupam com a privacidade dos filhos nas redes. Para chamar a atenção dos riscos de exposição nas redes sociais, Diego exibiu dois vídeos. “Devemos estar atentos ao tipo de mensagem que os nossos filhos e até nós mesmos passamos nas redes sociais. Ficamos expostos ao divulgar os lugares que frequentamos, ao postar fotos com amigos e familiares e até mesmo dados pessoais, como data de aniversário, telefone, etc.”, afirmou, alertando que tais informações geram um grande potencial de risco, tanto para a criança quanto para a família.
Já Letícia Dellazzana Zanon, terapeuta de família, doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento pela UFRGS e mestre em Psicologia pela mesma instituição, ressaltou a importância de dar limites desde cedo às crianças, inclusive no que diz respeito ao uso da Internet. “Os filhos precisam entender qual é a rotina da família e saber que existe horário para tudo: estudar, brincar, ver televisão e entrar na Internet. Os pais precisam definir os sites que serão permitidos e ser coerentes: o que não pode, não pode nunca”, frisou. A especialista falou que é preciso agir com firmeza e segurança, mas sem autoritarismo, e destacou que dar limites não se choca com dar amor, carinho, atenção e segurança. As crianças têm de ser alertadas para os riscos que a Internet pode causar, como o cyberbullying, as ameaças e as brigas virtuais. “Devemos, sempre, cultivar e passar valores para os nossos filhos: o respeito deve permanecer no mundo real e no virtual”, concluiu.