Um resgate da história de mais de 150 anos de tradição e inovação na educação é apresentado no livro “O passar dos tempos e a educação – a excelência na história do Colégio Farroupilha”. Alusiva aos 155 anos da Associação Beneficente e Educacional de 1858 e aos 127 anos do Colégio Farroupilha, a obra organizada pela historiadora e pesquisadora, Naida Menezes, foi lançada durante coquetel no dia 21 de março, data de aniversário de fundação da mantenedora e da escola.
Com patrocínio da Gerdau, através da Lei de Incentivo à Cultura, em 187 páginas, a pesquisa traça um paralelo entre a evolução do ensino básico no Rio Grande do Sul e o esforço e a dedicação mantidos pela ABE de 1858 para sintonizar a educação com as demandas da sociedade. Percebe-se na obra que, ao longo de toda a sua história, a mantenedora do Colégio Farroupilha mantém o compromisso de perpetuar os valores e as ideias de uma pujante história em prol da excelência educativa, alicerçada nos pilares de tradição, disciplina e inovação.
“O livro nos comprova que formar cidadãos competentes e comprometidos com a sociedade em que estamos inseridos sempre foi a missão de nossa instituição desde a sua origem. Cabe a nós, nos dias atuais, assumir o compromisso de perpetuar tão bela trajetória e continuar fazendo história, mantendo-nos em constante aprendizado e assumindo o compromisso de manter firme um projeto educativo comprometido com a formação cidadã e transformadora e com a excelência educativa”, atesta o presidente da ABE de 1858, Fernando Carlos Becker, ao assinar a apresentação da obra, que será distribuída para bibliotecas de escolas públicas de todo o Brasil.
Dividido em dois capítulos, “O passar dos tempos e a educação – a excelência na história do Colégio Farroupilha” contrasta a história da mantenedora do Colégio Farroupilha com momentos marcantes do cenário brasileiro, como a época da ditadura militar, e do panorama internacional vivido na década de 30 e 40, quando o nazismo ultrapassava as fronteiras da Alemanha. Fontes orais, como o ilustre ex-aluno Jorge Gerdau Johannpeter, fotografias, livros de registro, livros de notas, atas, ofícios, cartas e cadernos escolares enriquecem o segundo capítulo. O leitor também reconhece na obra a presença de memórias e sentimentos em relação à escola narrados por alunos, professores e diretores do educandário “Em momento algum, a escola se ateve a dogmas, à religião ou a ideologias. A ABE de 1858 sempre se manteve fiel ao apoio de imigrantes e descendentes alemães e ao sentimento de carinho nutrido por eles para com a pátria-mãe. O que hoje se fala em responsabilidade social e individual, que é o cidadão não pensar somente na sua qualidade de vida, mas também na da sua comunidade, já existia em 1858, quando um grupo de alemães se reuniu e fundou a associação tendo como foco a educação de crianças e jovens e o preparo delas para o contexto profissional e para a vida”, explica Naida.
A obra não pode ser comercializada e os exemplares disponíveis foram doados para bibliotecas municipais de todo o Brasil, distribuídos para autoridades locais e, também, para todos os professores e colaboradores. Para as famílias que tiverem interesse na obra, será disponibilizada uma versão digital para acesso no site, além dos exemplares disponíveis na Biblioteca do Colégio para empréstimo.