19/Fev/2013
Educação na era da cultura digital
Profissionais da escola de criatividade Perestroika propuseram novas formas de se pensar a educação
A jornada de mudança proposta pela Semana de Formação Docente contou com a contribuição dos profissionais da Perestroika, escola de criatividade. Felipe Anghinoni e Tiago Mattos, ex-aluno do Farroupilha, literalmente oxigenaram a percepção dos professores sobre os rumos do processo de ensino aprendizagem na era da internet. Dinâmicas de grupo foram usadas no primeiro dia do evento, no Hotel Deville, para mostrar o quanto a troca de experiências sensoriais, a predisposição a novas descobertas e o aprendizado em rede podem enriquecer e contribuir para a qualidade da educação.
“Vivemos com os valores da cultura digital, na era da experiência, na qual a inteligência coletiva, a (re)conexão das pessoas, tirou força das instituições. Hoje, os professores precisam propor novas metodologias, como as experiências sensoriais, para criar vínculos emotivos”, constata Felipe.

Professores do Colégio Farroupilha participaram de atividades ao longo da tarde
Se antes o professor era visto como um transmissor de conhecimento, hoje ele atua como guia no processo de aprendizagem, precisando encontrar a ponte motivadora para se conectar com o aluno do século XXI, um estudante crítico, imediatista, criativo, exigente e curioso. Diante desse cenário de aprendizado experencial, o método que priorizava o rigor no planejamento das aulas perde espaço para uma metodologia marcada pela interação, flexibilidade, menos centralizada e mais democrática. “Defendemos o mantra que diz vai lá e faz ”, conta Tiago. Esse, aliás, é o mantra que o Farroupilha deseja que seja praticado pelos professores daqui em diante.