
Durante a realização de uma Feira do Livro, uma professora fez a seguinte brincadeira de adivinhação com as crianças no ambiente da Biblioteca: “O que é, o que é? Tem todas as respostas, a gente usa para fazer pesquisa e está em todos os lugares?” As crianças responderam: O Google! A resposta foi considerada certa pela professora, mas a esperada seria o livro. Foi com essa história que a diretora pedagógica do Colégio Farroupilha, Marícia Ferri, iniciou a apresentação do case "Educação nas Redes Sociais: imigrantes digitais educando nativos digitais" no TEDXUnisinos. Logo no iníco da apresentação, ela questionou: “Como se faz pesquisa hoje em dia? Como os alunos estão sendo educados para fazer pesquisa? Quem são nossos alunos? O que fazem quando estão na internet? Ao apresentar dados sobre o progressivo aumento de crianças e adolescentes que utilizam as redes sociais, a diretora explicou a necessidade da criação do Guia de Postura nas Redes Sociais e, também, do ingresso da instituição nestes canais de interação.
“Como estamos utilizando as redes sociais a favor da escola?”, pergunta a diretora. Ela argumenta que o Colégio busca compreender o comportamento dos estudantes e aproximá-los da escola. Marícia apresentou um vídeo com as ações que o Colégio fez para distribuir o Guia de Postura pela cidade de Porto Alegre e divulgar o trabalho que vinha sendo realizado. Houve uma grande ação de sensibilização nos parques e ruas da cidade. A Diretora destaca que a ação teve grande impacto na mídia. Muitos professores se envolveram com a proposta e hoje o colégio tem um canal de comunicação próximo dos alunos via redes sociais.
Ela relatou também um trabalho que foi realizado pelos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental: o FarroBook. A partir da construção de um perfil fictício, off-line, foi trabalhada a construção da identidade no ambiente virtual. "O grande desafio é romper com as barreiras entre nativos digitais e imigrantes digitais", afirmou. Segundo ela, o Colégio Farroupilha entende que todas as situações que surgem são encaradas como oportunidades. Paralelo a isso, na escola, há um grupo de estudos educacionais que discute o papel do professor no cenário atual.
Marícia afirmou que os jovens são autênticos, buscam a justiça e querem compartilhar suas experiências. Têm valores de respeito ao meio ambiente e de solidariedade. Por isso, dando continuidade ao projeto o Colégio desenvolveu um workshop para que os alunos pensassem ações a serem implementadas na cidade de Porto Alegre. Deste workshop surgiram três propostas: Os alunos convocaram a população a colocar o lixo no lixo; diagnosticaram a falta de sinalização das áreas de acessibilidade e Bonde do Sorriso, possibilitando a solidariedade e gentileza. Essas ações compõe o manifesto #daescolapravida.
Marícia finalizou com o vídeo: #daescolapravida
Texto: Daiane Grassi e Elisângela Ribas
Foto: Vanessa Silva