A jovem Laura Saraiva, que concluiu o
Ensino Médio no Colégio Farroupilha em 2016, foi aprovada em 17 das 20
universidades norte-americanas para as quais se inscreveu. E após visitar as instituições
e avaliar todos os aspectos relacionados à vida universitária, como a
excelência acadêmica e a proposta de formação para além dos estudos, Laura
optou pela Duke University, no estado de Carolina do Norte.
“Após muito
pensar, estou muito feliz em poder dizer que sou Duke2021! Estudar fora sempre
foi o meu maior sonho, e tudo pareceu fazer sentido quando pisei no campus,
que, diga-se de passagem, é um dos lugares mais lindos que já visitei. Quero ir
para um lugar cheio de vida, onde as pessoas não só são academicamente
inteligentes, mas emocionalmente também. Duke é pesquisa, estudo, artes,
esportes, trabalho voluntário, internacionalidade e muita, mas muita alegria e
união. Ela é conhecida como a universidade onde as pessoas vão para mudar o
mundo, com programas como o Duke Engage e o Bass Connections, os estudantes de
Duke fazem a diferença indo à Tasmânia para cuidar da educação de crianças ou
indo à Índia pesquisar sobre formas ecológicas de se administrar resíduos
sólidos. ”, declarou Laura, que destacou ainda o perfil dos estudantes da Duke,
que conhecidos como Blue Devils mostram-se muito felizes com a universidade, e
a influente rede de ex-alunos da instituição.
Já a escolha por estudar nos Estados
Unidos foi feita enquanto Laura ainda era criança e ela a atribuiu à busca por
uma formação completa. “Acho que para eu me formar e ser uma pessoa pronta para
o mundo eu não tenho que saber só economia, que é em que eu quero me formar,
mas tenho que saber de tudo. Essa é a expectativa que eu tenho, de ter uma
educação completa, e com isso fazer meu próprio projeto de vida”, afirmou. Em sua fala, Laura refere-se ao sistema de
currículo aberto, utilizado na maioria das universidades dos EUA. Nesse
formato, o estudante cursa disciplinas de várias áreas do conhecimento para,
depois, decidir em quais pretende se especializar.
Laura, que estudou no Farroupilha desde a Educação Infantil, participou
de diferentes atividades oferecidas pelo colégio,
como os grupos de teatro e de voluntariado e o
programa Miniempresa. A estudante reconhece a importância dessas diferentes
atividades e da formação integral que teve no colégio
como um dos requisitos que contribuíram para tamanho sucesso nessa fase da
vida. “Acredito que o Colégio Farroupilha me ajudou a formar a minha personalidade,
os meus ideais e os meus sonhos. Foi no Farroupilha que descobri a minha
paixão: o conhecimento. É claro que tive uma educação completa, com matérias
que variavam entre Matemática, Alemão e Sociologia, porém acredito que o
Farroupilha me fez entender que eu sou a responsável pela minha jornada pessoal
e profissional; e que preciso aprender a lidar com toda essa liberdade se
quiser ser uma pessoa bem-sucedida e realizada”, contou.
Para auxiliar outros estudantes que têm o mesmo objetivo que ela, Laura
está apoiando o Laboratório de Matemática em uma oficina preparatória para o
SAT. Porém, a atuação dela na aproximação do colégio com universidades dos EUA
aconteceu antes mesmo do início da oficina. Em março, a estudante recebeu, ao
lado da diretora Marícia Ferri, o diretor de avanço global da University of
Notre Dame, Michael Loungo. Ela foi responsável por apresentar a ele todo o
colégio e, com a diretora, esclareceu várias dúvidas sobre os processos pedagógicos
da escola.(Veja aqui).
Processo de aplicação
O processo seletivo norte-americano,
chamado de application, é bastante
diferente dos tradicionais vestibulares brasileiros e requereu muito empenho de
Laura. “Como requerimento básico eu precisava fazer o teste chamado de SAT [que
avalia Interpretação de Texto, Gramática e Matemática americana], o TOEFL
[exame de proficiência em língua inglesa] e dois SAT Subject Tests [testes para
disciplinas específicas]”, explica Laura. “Para todos os testes me preparei
sozinha [sem apoio de cursinho pré-vestibular ou empresas especializadas nos
processos seletivos norte-americanos], estudando incessantemente durante oito
horas diárias durante o período de dez meses: lia os livros dos testes, fazia
simulados - fiz cerca de dez simulados para o SAT, cinco para o TOEFL e dois
para cada SAT Subject – via vídeos de explicações, estudava pelo Khan Academy e,
ocasionalmente, tirava algumas dúvidas com os próprios professores do
Farroupilha”, explicou.
Para escolher para quais aplicar, Laura fez um
estudo criterioso do perfil de cada instituição: “A lista das universidades é
uma das partes mais essenciais, e complicadas, de todo o processo de
application. Montei a minha lista de acordo com a excelência de cada College na
minha área – Economia e Matemática Aplicada – e a tradição do College como um
todo na área da educação americana e mundial. Antes de ter minha lista
completa, fui aos Estados Unidos visitar certas instituições – o que é algo que
recomendo a todos que pretendem aplicar para estudar nos Estados Unidos.”
Das 20 universidades para quais prestou, Laura
não foi aprovada em apenas três: Harvard College (que aprova cerca de 5,3% dos
inscritos) Columbia Colegge (5,3%) e Cornell University (15,1%). Abaixo, a
lista das 17 universidades nas quais a jovem conseguiu aprovação:
Babson College: 21% de estudantes admitidos
Boston University: 29% de estudantes admitidos
Brown University: 8% de estudantes admitidos
Duke University: 7.3% de estudantes admitidos
Fordham University: 39% de estudantes admitidos
Georgetown
University: 9% de estudantes admitidos
New York University: 33% de pessoas admitidas
Northeastern University: 29% de
estudantes admitidos
Northwestern
University: 9% de estudantes admitidos
Rollins College: 40% de estudantes admitidos
Tufts University: 12% de estudantes admitidos
Tulane University: 29% de estudantes admitidos
University of
Chicago: 7% de estudantes admitidos
University of
Michigan - Ann Arbor: 27% de estudantes
admitidos
University of North
Carolina at Chapel Hill: 24% de estudantes admitidos
University of Notre
Dame: 16% de estudantes admitidos
University of
Pennsylvania: 9% de estudantes admitidos
Farroupilha no exterior
“O Colégio Farroupilha incentiva e apoia os estudantes que optam por estudar fora do país por meio de vários projetos e atividades, como o intensivo estudo das línguas Alemã, Espanhola e Inglesa, os intercâmbios promovidos pelo programa Olhos para o Mundo, o envolvimento com projetos extracurriculares e equipes esportivas, a aplicação dos simulados do SAT, informações sistemáticas sobre oportunidades para estudar no exterior e organização de toda a documentação necessária, como cartas de recomendação, formulários e médias escolares”, explica o coordenador do Ensino Médio, Rubem Corso.
Além de Laura, outros cinco estudantes concluintes do Ensino Médio em 2016 se inscreveram para universidades no exterior e todos foram aprovados:
Fernanda Silveira Cardoso – aprovada na John Jay College of
Criminal Justice, no curso de Psicologia Forense
Giovanna Aumonde Vellinho – aprovada na Penssylvania State
University e na University of California, no curso de Nutrição
Júlia Abegg Machado – aprovada na California State
University San Marcos, na San Diego State University, na University of South
Florida e na University of Nevada, no curso de Administração
Lucas Vignoli Lippert – aprovado na University of
Pennsylvania, no curso de negócios e relações internacionais
Rafael Vignoli Lippert – aprovado na Brown University, em
sistema de currículo aberto
Conteúdos relacionados:
- Farroupilha recebe diretor e estudante aprovada na University of Notre Dame
- Colégio Farroupilha parabeniza os estudantes aprovados nos vestibulares
- Aluno recebe bolsa mérito por primeira colocação na PUCRS
- Irmãos são aprovados em universidades norte-americanas
- Veja a galeria de fotos dos aprovados
- Estudantes comemoram aprovações em mais de uma universidade
- Ex-aluno é 1º colocado no vestibular de Medicina da UFRGS