
Uma boneca de pano chamada Jéssica e inúmeros aprendizados para os estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental. Foi a partir da confecção e dos cuidados de cada aluno com a pequena boneca que a professora Patrícia Giese encontrou uma forma criativa e eficaz para trabalhar conceitos relacionados ao desenvolvimento e ao aprendizado de liderança, valores e competências fundamentais para o sucesso na escola e na vida dos alunos. Tudo o que cada estudante realizava com a boneca em casa foi anotado em um diário. Reunidos para compartilhar as experiências vivenciadas, surgiu a ideia de lançar um livro coletivo para registrar este momento mágico da turma. Produzido em papel 100% reciclado, “As aventuras de Jéssica” foi autografado pelos alunos na tarde desta quarta-feira, 16 de dezembro. A obra marca o encerramento do Projeto Literário A Caixa de Jéssica, realizado ao longo do ano letivo. Cadu, ex-aluno e autor de obras infantis, elaborou a capa do livro.
Selecionado pelas professoras do 1º ano, o livro “A Caixa de Jéssica”, de Peter Carnavas, auxiliou no projeto de adaptação dos alunos ao primeiro ano no Colegião. Na história de Peter Carnavas, Jéssica é uma menina que vai para a escola e sua maior preocupação é fazer amizades. A cada dia, ela leva dentro de uma caixa, algo que possa chamar a atenção dos colegas. Após algumas decepções, ela mesma se coloca dentro da caixa, sentindo-se triste e sozinha, e descobre que ser ela mesma é a melhor forma de conquistar amizades.
Na obra coletiva produzida e ilustrada pela turma 1E, Jéssica vivencia uma série de aventuras. “Foram momentos ricos onde trabalhamos o saber ouvir, respeitar o colega e a sua opinião, aprendemos a votar e a aceitar a escolha da maioria, discutir sobre a melhor forma de escrever as ideias, sobre como elaborar um parágrafo, que sinal de pontuação usar, como é a escrita correta das palavras”, conta a professora Patrícia.

Orgulhosa do pequeno autor, Cíntia Lucca, mãe de Lucca, comenta que o projeto ajudou bastante o filho na convivência com as outras pessoas. “Ele era muito introspectivo. Hoje se relaciona melhor com todos”, diz a mãe. “Ele compartilha mais as coisas, cede a vez aos outros e passou a ser mais proativo”, acrescenta Caio Sehbe, amigo da família.
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