Experiências que transformam a maneira de se relacionar com
os alunos e tornam o aprendizado mais dinâmico foram compartilhadas durante o
primeiro momento da quarta edição do encontro Inteligência Coletiva, realizado
na manhã de sábado, 29 de agosto, no Auditório do Colégio Farroupilha. A
professora do Senac/RS Daiane Grassi mostrou o seu projeto que tem o uso do
celular em sala de aula. Para ela, sempre teremos novas tecnologias surgindo e,
por isso, cabe ao professor sair de sua zona de conforto e ter curiosidade em
saber utilizá-las. “As ferramentas devem ser usadas como uma proposta
pedagógica”, disse.
Sandro Silva, professor de Ciências do 8º ano do Colégio
Farroupilha, apresentou o case “CSI Farroupilha: investigação criminal”. Para “fugir
da mesmice”, como ele fala, já que os alunos têm novos estímulos no século XXI,
ele pesquisou quais as séries que os estudantes mais apreciam: Breaking Bad,
CSI e Criminal Minds. Na atividade, os alunos devem pensar a história de um
crime, analisar a causa da morte (ou das mortes), apontar suspeitos e chegar ao
culpado. Para isso, eles precisam utilizar os laboratórios do Colégio para
entender alguns fenômenos do corpo humano. “Os ganhos pedagógicos são vários:
proatividade, novos conhecimentos, alunos ensinando outros alunos, diversão e
imaginação”, destacou.
Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmão Weibert, em
São Leopoldo, as professoras Ana Rauta e Gisele Giacomin propuseram um desafio
à direção: a Docência Compartilhada. A apresentação começou com uma pergunta: o
que podemos mudar na escola que não muda? Docentes das turmas do 1º ano em 2014,
elas aproximaram a família da escola, através da criação de perfis
profissionais no Facebook e do desenvolvimento de atividades de lazer, como
piqueniques e festas. “A família tem que participar a todo o instante, não
somente em datas comemorativas e na entrega do boletim”, defendeu Gisele. Para
2015, elas decidiram ousar ainda mais e juntaram as duas turmas do 2º ano,
totalizando 50 alunos, em uma sala, com duas professoras. “Numa época onde tudo
é compartilhado, por que não compartilhar a docência?”, questionou Ana.
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Workshops da Escola
de Professores Inquietos
No segundo momento do encontro, os docentes dividiram-se em
cinco grupos para participar de diferentes workshops promovidos pela Escola de
Professores Inquietos. A coordenadora da Educação Infantil do Colégio
Farroupilha falou sobre “O protagonismo da Educação Infantil”. Em outra sala de
aula, a design thinker Carol Bucker explicou como o design thinking pode ser
utilizado como uma metodologia em sala de aula.
Daniel Monteiro trouxe a experiência do projeto “iPad na
Sala de Aula”. Já Bruno Bittencourt trouxe a concepção de práticas inovadoras,
através da apresentação do case da Escola Convexo. Para estimular a
criatividade dos professores, Luciane Bergue mostrou de que forma a facilitação
gráfica pode ser utilizada no processo de aprendizagem.