
Experiências inspiradoras para os participantes da terceira edição do “Inteligência Coletiva: Quem é o professor do século XXI?” foram compartilhadas por Dado Schneider e Tiago Mattos durante as palestras principais que marcaram o encerramento do evento na manhã de 25 de outubro.
Na sociedade contemporânea, o que diferencia as pessoas, na avaliação do doutor em Comunicação, Dado Schneider, é o fato de serem curiosas. “A curiosidade é o que move o século XXI”, alerta. Para atender as expectativas desse aluno cada vez mais autônomo e conectado, o professor precisa ser curador, catalisador e motivador. “Mais importante do que o conteúdo, é a forma, a maneira como o professor diz alguma coisa”, explica ao dizer que o foco do docente contemporâneo é o aluno e não mais a matéria.

Para o cofundador da Escola de Criatividade Perestroika, o sistema de aprendizagem de hoje requer mais empatia, um professor mais participante do que condutor do processo. “Ele precisa criar um ambiente de aprendizagem gameficado, divertido e com mais oportunidades para que o aluno tenha autonomia para conduzir a sua própria aprendizagem”, conta Tiago.
Para transformar esse modelo tradicional de educação, marcado pela forma linear, repetitiva e previsível, é necessário que as pessoas façam entre elas novas conexões e que se deem conta de que precisam desaprender e reaprender a todo o instante. “A gente olha a escola de hoje e enxerga a escola do século 19. Temos o dever de entregar para as nossas crianças uma escola na qual a aprendizagem seja marcada pela não linearidade, pela conexão com o mundo e pelo fato de ser exponencialmente imprevisível”, analisa.
Como uma das 80 pessoas selecionadas ao redor do mundo para participar de um projeto criado pela Nasa e pelo Google para formar lideranças mundiais, Tiago compartilhou com o público um pouco dessa experiência e mostrou como cases inspiradores podem ser usados no cotidiano para tornar as escolas espaços digitais e transformadores na relação conhecimento/poder. “O Farroupilha é uma instituição que está trilhando o caminho da mudança e propondo novas mudanças na educação. Sinto orgulho de fazer parte desse time”, comenta o ex-aluno.