Doença metabólica crônica que se caracteriza pelo aumento do
nível de glicose no sangue, o diabetes é uma doença que atinge 382 milhões de
pessoas em todo o mundo. Somente no Brasil são dois milhões de casos, e a
estimativa é de que em 2035, 592 milhões de pessoas sejam diagnosticadas com a
doença.
Estas e outras informações foram repassadas pelas médicas
endocrinologistas do Instituto da Criança com Diabetes (ICD) Gislaine Vissoky
Cé e Márcia Puñales durante uma palestra sobre o assunto na tarde de
segunda-feira, 25 de agosto, na Sala 19.
O encontro abordou os principais aspectos clínicos relacionados
ao Diabetes Mellitus, com ênfase no manejo de situações especiais, como dias de
doença, episódios de aumento ou baixa de glicose e atividade física no ambiente
escolar. As especialistas alertaram que as famílias devem informar à escola
quando o aluno tem diabetes, a fim de que os professores e demais funcionários
saibam como agir em caso de urgência. Acesse aqui o conteúdo da palestra.
Saiba mais sobre o diabetes:
Diabetes tipo 1
O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada
pela destruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece por
engano porque o organismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma
resposta autoimune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como
esclerose múltipla, Lupus e doenças da tireoide. O DM1 surge quando o organismo
deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena).
Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável.
As pessoas precisam de injeções diárias de insulina para regularizar o
metabolismo do açúcar. Pois, sem insulina, a glicose não consegue chegar até às
células, que precisam dela para queimar e transformá-la em energia.
As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do
tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração. A maioria das pessoas
com DM1 desenvolve grandes quantidades de auto-anticorpos, que circulam na
corrente sanguínea algum tempo antes da doença ser diagnosticada. Os anticorpos
são proteínas geradas no organismo para destruir germes ou vírus.
Auto-anticorpos são anticorpos com “mau comportamento”, ou seja, eles atacam os
próprios tecidos do corpo de uma pessoa. Nos casos de DM1, os auto-anticorpos
podem atacar as células que a produzem. Não se sabe ao certo por que as pessoas
desenvolvem o DM1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes
que as predispõem à doença. Mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes.
Pode ser algo próprio do organismo, ou uma causa externa, como por exemplo, uma
perda emocional. Ou também alguma agressão por determinados tipos de vírus como
o cocsaquie. Outro dado é que, no geral, é mais frequente em pessoas com menos
de 35 anos, mas vale lembrar que ela pode surgir em qualquer idade.
Sintomas
Pessoas com níveis altos
ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:
• Vontade de urinar
diversas vezes
• Fome frequente
• Sede constante
• Perda de peso
•
Fraqueza
•
Fadiga
•
Nervosismo
•
Mudanças de humor
•
Náusea
•
Vômito
Diabetes tipo 2
Sabe-se que o diabetes do tipo 2 possui um fator hereditário
maior do que no tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o
sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A
incidência é maior após os 40 anos. Uma de suas peculiaridades é a contínua
produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção
das células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não
conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sanguínea. Esta é uma
anomalia chamada de "resistência Insulínica". O diabetes tipo 2 é
cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder ao tratamento
com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais
e, por fim, a combinação destes com a insulina.
Sintomas
• Infecções freqüentes
• Alteração visual (visão embaçada)
• Dificuldade na cicatrização de feridas
• Formigamento nos pés
• Furunculose