Diante de constantes transformações do mundo, o professor necessita adotar novas posturas e atitudes a todo o instante. A nova configuração da sala de aula contemporânea faz com que o docente deixe para trás a figura de transmissor de conhecimento e assuma o papel de alguém que coordena e intermedia o conhecimento. Desaprender, desapegar e reaprender são verbos cada vez usados pelos professores nas relações com alunos, com os outros colegas, com a tecnologia e com a sociedade. Esses aspectos que marcam o novo cenário da educação foram debatidos durante o “Inteligência Coletiva: Quais as inquietações e necessidades dos professores no século XXI?”. Realizado em parceria com a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho e o Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul, o evento reuniu especialistas e docentes de escolas públicas e privadas no Auditório do Colégio Farroupilha, na manhã de 12 de abril.
Novos espaços de aprendizagem com múltiplos olhares, possibilidades e caminhos foram compartilhados com o público pelos palestrantes convidados. A tecnologia, na avaliação da especialista em Gestão de Pessoas e pedagoga, Adriana Gandin, deve ser usada como ferramenta para a aprendizagem de professores e alunos.
Compartilhando experiências
Iniciativas inovadoras e criativas adotadas por duas escolas públicas foram compartilhadas durante o Inteligência Coletiva. Nássara Scheck, diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental Aurélio Reis, relatou a mudança de comportamento dos alunos e das famílias após o mutirão feito na instituição para modificar a infraestrutura do espaço físico e investir na capacitação e formação de docentes. “Se não tivermos amor, a educação não acontece”, disse a responsável pela primeira escola digital de Porto Alegre.
A alfabetização de crianças e o ensino de Ciências com possibilidades de trabalho multidisciplinar foram comentados pelo pedagogo e especialista em Alfabetização, Leonardo Rocha. “A intencionalidade do professor é o que torna as suas atividades significativas”, avaliou o professor ao demonstrar para outros docentes que o que menos importa na educação é a classe social à qual os alunos pertencem.
A criação da Escola de Professores Inquietos, lançada durante o evento, foi apresentada pela diretora pedagógica do Colégio Farroupilha, Marícia Ferri. Cursos livres e workshops, tendo como pilares a troca, a experiência e os múltiplos olhares serão oferecidos pela Escola a partir deste mês. “Curiosidade é o que nos faz ter força para transformar a educação. Queremos contribuir para a prática de professores proporcionando novas experiências educativas na educação básica condizentes com a realidade contemporânea”, explicou Marícia.
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